O documentário “Us now”, “agora nós” em português, retrata filmagens de acontecimentos reais de novos paradigmas referentes à democracia da atualidade contrastando com as novas tecnologias. É patenteado o alargamento da comunicação entre os indivíduos através da esfera pública, nomeadamente a Internet. A partir das redes online, os indivíduos criam uma ligação entre todos, na procura de serviços de inter-ajuda, conhecimento, criação e inovação.

São nomeados vários exemplos do uso que os indivíduos fazem nas redes online, no entanto abordo os que considero mais curiosos como o Ebbsfleet United, um clube de futebol em Inglaterra, gerido pelos fãs através da internet; o couch surfing(surf de sofá, em português) onde várias pessoas trocam de casa com desconhecidos;  mumsnet um fórum para mães e pais trocarem conselhos em relação aos filhos; em relação à economia estas redes online trouxeram uma crescente critica aos bancos, uma vez que para se recorrer a um empréstimo são acarretadas despesas que nem todos estão vulneráveis a pagar, e por isso surgem novas formas de empréstimo na Internet mais aliciantes aos indivíduos, como o zopa considerado um banco onde o gerente são os usuários que se ajudando uns aos outros com financiamentos e empréstimos.

Aqui estão destacados alguns dos exemplos citados acima:

us_now

No documentário está presente o medo de não se saber quem está do outro lado da rede social e devido a isso os usuários recorrem a ‘feedbacks’ de amigos, conhecidos que já tenham tido experiências para não serem induzidos em erro.

A Internet surge como uma doação, seja através de conhecimento, ajuda, inovação: “o custo ao compartilhar uma informação é bem menor do que o benefício que se recebe em troca com as informações de todas as outras pessoas ” citação presente no documentário.

Em suma, a política e a economia são os órgãos de supremacia que governam os indivíduos, não obstante disso, as novas tecnologias permitem que as opiniões dos usuários sejam ouvidas e destacadas. Daqui deriva o paradigma referente à democracia, nomeadamente  “as últimas manifestações no Irã neste ano, por exemplo, em que internautas se mostraram contrários ao presidente eleito, são sinais de que “a internet é um grande entrave à ditadura ” refere Ivo, jovem e cineasta.


Estamos presente num mundo onde o governo existe para trazer financiamento, normas, decisões locais na sociedade, mas as pessoas através das tecnologias criam novos métodos e regem-se a si próprias através da ligação entre todos e, como Ivo refere no documentário “Acredito que, como têm voz e acesso à informação, as pessoas irão começar a questionar as prioridades dos governos e instituições, começar a fiscalizar, ver os erros deles. E exigirão participação

Veja o filme completo: