Segundo Carolina Afonso e Letícia Borges, autoras do livro Social Target, a Nova era Digital proporcionou a emergência de mudanças na comunicação como a conhecíamos.

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As novas plataformas, entre elas as redes sociais, os dispositivos móveis ou os anúncios online ou offline, têm uma forma específica e nova de comunicar com o publico, e portanto, cada uma terá um objectivo, uma mensagem e um suporte visual único.

A mensagem tem de ser adequada ao consumidor, e para isso é necessário ter noções de alguns conceitos básicos que emanam na comunicação.

O Marketing e a Publicidade paga perderam protagonismo e abrem cada vez mais caminho aos chamados earned e owned media. A publicidade paga por si só já não representa os mesmos níveis de eficiência que antes, as excepções encontram-se naquela que auxiliada e reforçada pelo marketing, ajuda a amplificar a mensagem e vai de encontro ás necessidades do consumirdor, atraves de novas plataformas e dispositivos.

O consumidor ganhou através da Internet um novo estatuto, deixou de ser um observador apático para se tornar activo, esclarecido e entendido em tecnologia. Os novos dispositivos e fontes de informação conferem-lhe um poder incrível, que influência de uma nova forma e com uma nova amplitude as suas decisões no acto da compra.

Os novos líderes e profissionais do marketing estão conscientes de que precisam de aumentar o seu factor de omnipresença, precisam de estar presentes em vários canais e permitir o acesso e partilha da informação em tempo real. Desta forma conseguimos perceber o papel desempenhado pelas redes sociais, um papel complementar e unificador desta estratégia, pois facilitam o diálogo com o publico. Para justificar esta afirmação temos por exemplo a situação da página do Facebook da Coca-cola: foi criada por dois fãs (earned), que mais tarde foram contratados como community managers, ou seja, a marca aproveitou o recurso e a aproximação que os dois fãns já tinham do público como estratégia. Existem mais exemplos, como a marca espanhola Desigual, onde sucedeu o mesmo.

As marcas podem agora ser geridas através de três meios, os pagos, os próprios e os conquistados, o que sem duvida representa um novo desafio para as estratégias de marketing.

Para sobreviver na nova era da tecnologia as marcas tem de ter um plano de marketing e comunicação apoiado no paid e owned, mas sem nunca se esquecerem de potenciar o earned media, pois este tem um papel significativo na aplicação e maximização dos dois primeiros.

Chegamos à conclusão de que a nova Era colocou em destaque o conceito de colaborativo, onde os vários profissionais, departamentos da empresa e responsáveis de marketing tem de se unir, para conseguir obter resultados. Existe uma emergência de novos modelos que permitam a cooperação com as agências e stakeholders, reduzir os custos e reconstruir as antigas estratégias.

Como auxiliar desde artigo aqui fica a explicação de três conceitos essências à sua leitura:

Paid Media– meios pagos, são os meios tradicionais do marketing e da publicidade, contratados por uma empresa ou marca. Como exemplos podemos ter os anúncios onlime (sem display) e a publicidade em televisão ou revistas. Estes meios são controlados no tempo, frequência e canal onde estão presentes e são normalmente pouco interactivos.

Owned Media– conhecidos como meios próprios, representam todo conteúdo criado por uma empresa ou marca, que pode ir desde a sua página de Internet, a blogs, artigos e aplicativos, até a jogos nos perfis das redes sociais. São interactivos, e esta forma de comunicação bilateral permite-lhes construir um diálogo com o público.

Earned Media– são todo o conteúdo conquistado por uma marca ou empresa,ou seja, aquele qe é produzido ou partilhado pelo público sobre si (seja através de word of mouth/boca-a-boca, fóruns, opiniões, recomendações, comentários nas redes sociais ou através de artigos em blogs ou meios tradicionais de comunicação).

Aqui fica um video sobre o paid media, o owned media e o earned media que pode ajudar a perceber melhor:

E aqui fica um video sobre o crescimento do Marketing  digital, que apesar de ser de 2011 e de estar um pouco focado no Brasil, representa bem a mudança que foi discutida neste artigo:

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