Inspirados no Google Glass, sistemas com inteligência artificial auxiliam deficientes a ler e identificar objectos por si só.

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A israelense Liat Negrin entra no mercado, aponta o dedo para a prateleira e, com a ajuda de uma pequena câmera presa à armação dos seus óculos, identifica produtos e ouve a descrição de cada um até encontrar uma caixa de leite. Num vídeo disponível na internet, Liat mostra como usa essa tecnologia para superar as limitações impostas por um coloboma, doença genética que causa perda de visão. Com os óculos, pode realizar sozinha tarefas simples.

No mundo todo, pesquisadores exploram o potencial da tecnologia associada a soluções de acessibilidade e visão computacional para ajudar deficientes visuais a ter autonomia, superando os softwares e aplicativos para smartphones hoje disponíveis.

A câmera armazena na memória milhares de objetos que fazem parte da rotina do usuário e passa a identificá-los e descrevê-los cada vez que o proprietário aponta o dedo para um item. “A tecnologia localiza a ‘assinatura’ de cada produto, que são características específicas usadas como base para localizar no banco de dados itens com o mesmo padrão”, diz Wexler.

Pesquisador de neurociência da Universidade de Oxford, Stephen Hicks tem uma proposta um pouco diferente: ajudar deficientes visuais com capacidade de percepção de luz a melhorarem sua orientação espacial. Usando visão computacional e componentes eletrônicos de smartphones como o giroscópio e o acelerómetro, ele criou uns óculos que detectam formas tridimensionais e permite visualizar objetos próximos.

Duas câmeras na parte frontal da armação captam as imagens e as exibem numa tela OLED transparente na parte interna, criando um sistema de realidade aumentada para orientar o deficiente em relação ao que está na sua frente.

Já o pesquisador Brandyn White, da Universidade de Maryland, nos EUA, criou o projeto Open Glass, para estimular o desenvolvimento de soluções para deficiente visuais no Google Glass.

White já desenvolveu alguns aplicativos-teste, como o Question-Answers, no qual os usuários postam no Twitter fotos tiradas pelo Google Glass e recebem a descrição feita pelos seus seguidores em tempo real, e o Memento, no qual um usuário com visão normal pode ensinar o Google Glass de um cego a reconhecer alguns objetos.

Já Hicks, da Universidade de Oxford, tenta viabilizar uma bateria leve, pequena, mas poderosa o suficiente para manter seus óculos em funcionamento ao longo de um dia inteiro. Enquanto isso, a OrCam trabalha para incorporar outros idiomas ao seu sistema e vender o produto fora dos EUA. “Esse tipo de tecnologia se tornará, felizmente, cada vez mais comum”, diz Wexler.

Felizmente graças a estas investigações é permitido disponibilizar um pouco de autonomia a quem não pode ver. Embora as pessoas com incapacidade visual consigam desenvolver muito mais os seus outros sentidos um mais de ajuda não faz mal nenhum, ou seja, embora os invisuais consigam fazer a maioria das coisas que as outras pessoas fazem se conseguirem ajudar mais é ainda melhor.

Com este tipo de óculos permite que possam fazer como que um dicionário da sua vida que fica armazenado na pequena câmara permitindo mais autonomia e rapidez na execução de várias tarefas.

Fonte – ferramenta scoop.it

http://blogs.estadao.com.br/link/novas-tecnologias-ajudam-cegos-a-ver/