A inserção das tecnologias da informação e comunicação em grande parte das actividades quotidianas, muitas vezes, cria uma barreira para o público idoso. A interacção com equipamentos computorizados tornou-se praticamente obrigatória em diversas actividades como votar em eleições, consultar benefícios como pensões,  estacionar em centros comerciais etc.
Para Berlink (1998), o advento da informática e o aumento da longevidade humana  constitui-se em factos sociais que serão determinantes para a formação da tecnodemocracia. Ramos (1996) complementa, mencionando que a comunicação entre os humanos é o que permite a cidadania. Aqueles que não dominarem as novas ferramentas de comunicação perderão a autonomia, é aí que se dá a relação de poder no advento das novas tecnologias.
Neste sentido, é fundamental a realização de esforços que possam evitar a exclusão dos idosos desta sociedade cada vez mais cercada por tecnologias. É de grande importância a realização de estudos que permitam a identificação das características especiais deste público a fim de considerá-las e atendê-las no desenvolvimento de sistemas interactivos. Neste contexto, deve-se considerar
que 50% das pessoas com idade acima de 65 anos apresentam algum tipo de incapacidade funcional (NIELSEN, 2000).