A Internet surgiu na década de 60, com o intuito de interligar dados a outros computadores. Era usada para fins de espionagem, e por isso só estes eram fanáticos pelos computador e pela Internet que lhes permitia fazer estes actos.

No entanto, a partir da década de 90, ocorreu a revolução digital que modificou de forma significativa a sociedade, esta globalização traduziu-se no número de usuários que navegavam pela Internet. Esta era usada para fins académicos em pesquisas. Contribuiu para o avanço de relações económicas entre empresas, além disso potenciou também avanços na saúde, educação, artes entre outros.

Atualmente, não somos apenas consumidores da informação presente na esfera pública, somos também produtores, isto é “prosumers”, segundo Alvin Toffler que alude ser um conceito antagónico porque pressupõe sermos produtores e consumidores ao mesmo tempo. No entanto, o mercado não permitiu a participação de consumidor na produção devido ao receio de ser colocado demasiado poder nas mãos do consumidor bem como se acreditava que a adaptação de produtos ao gosto do cliente poderia potencialmente elevar os custos.

Perante este bloqueio que o mercado criava, os consumidores procuravam métodos de serem produtores. A partir da Internet encontraram a possibilidade de dinamização de informação e de um canal onde escreviam comentários que atingiam um exponencial número de pessoas. É a partir daqui que os consumidores se tornam produtores, maioritariamente nas áreas da moda, chamados Geração Y(nascidos após 1978-80).

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Devido ao imenso “mundo” de produtos, os consumidores encontram-se na constante dúvida em relação ao produto x,  y, ou  z. E portanto, é aqui que  os prosumers interferem, na medida que redigem comentários na Internet (blolgs, canais) baseados em opiniões pessoais relativamente a produtos do mercado, bem como fazem a comparação de preços.

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Os prosumers criam um tremendo impacto no marketing, tornando-o “sem efeito”, na medida que consumidores podem sentir-se “atraídos” pelos produtos que aparecem em publicidade na televisão, mas através de uma pequena pesquisa na Internet encontram milhares de opiniões sobre aquele determinado produto, e a sua propaganda de “produto milagroso” muitas vezes acaba por ser mentira. Uma vez que existe liberdade de expressão na Internet,  as empresas procuram colocar os usuários em frente das suas publicidades nomeadamente oferecendo-lhes produtos para que estes experimentem e possam escrever as suas críticas ou elogios na esfera pública, e por isso potenciar ou não um determinado produto. Pode-se referir portanto, que a publicidade na televisão perdeu muita da sua importância, estando ela na esfera pública.

Fonte: http://pt.wikibooks.org/wiki/Prosumers/O_Prosumer